A jovem Mariana Santos descobriu na tecnologia mais do que um aprendizado: encontrou a direção profissional que buscava para o futuro. Tudo começou com um desafio: criar um aplicativo voltado para o bairro de Mangabeira. Entre linhas de programação, dúvidas compartilhadas e a sensação inédita de construir algo do zero, Mariana Santos descobriu mais do que um novo aprendizado. Encontrou um caminho capaz de dar direção a um futuro que ainda estava em aberto.
Mariana ainda buscava entender quais caminhos gostaria de seguir profissionalmente, ela já havia iniciado um curso técnico de Criação de Jogos Digitais e começava a explorar o universo do desenvolvimento web, mas muitas possibilidades ainda coexistiam. Como acontece com tantos adolescentes, o interesse pela tecnologia existia, mas a certeza sobre onde ele poderia levá-la ainda estava sendo construída.
Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de participar do projeto ABSJ Mangabyte, promovido pela Associação Beneficente São José, obra da Comunidade Consolação Misericordiosa, em João Pessoa (PB), voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi uma das selecionadas da 9ª edição do programa “Educar para Transformar”, do Instituto MRV&CO, que apoia projetos voltados à educação e ao desenvolvimento social em diferentes regiões do país.
A ação chegou até Mariana por intermédio do padrasto, professor de Web Design, que comentou sobre a iniciativa. O convite trazia uma proposta diferente. Mais do que aprender códigos e comandos, os participantes seriam desafiados a desenvolver uma solução real para pessoas reais.
A missão era criar uma plataforma capaz de aproximar moradores, comerciantes e prestadores de serviço do bairro de Mangabeira, funcionando como uma vitrine digital para os negócios locais e fortalecendo as conexões dentro da própria comunidade.
“Eu me interessei pela ideia de colocar os comércios locais no aplicativo e também pela oportunidade de ter um projeto relevante no meu portfólio”, lembra.
Ao lado de outros adolescentes, Mariana participou de todas as etapas da construção do aplicativo. O projeto exigia colaboração, troca de ideias e a capacidade de transformar conceitos em soluções concretas. Aos poucos, aquilo que começou como uma oportunidade de aprendizado passou a despertar um interesse que extrapolava o próprio projeto.
Entre as tarefas que assumiu, uma ganhou atenção especial. Embora existisse uma estrutura padrão para os estabelecimentos cadastrados, Mariana buscou personalizar cada página de acordo com a identidade visual dos negócios. O cuidado com os detalhes, as escolhas de design e a construção das interfaces passaram a ocupar um espaço cada vez mais importante em sua experiência.
Foi nesse processo que ela começou a perceber uma afinidade que ainda não conhecia completamente. E, enquanto o aplicativo ganhava forma, outra transformação acontecia de maneira silenciosa.
“Quando eu percebi, eu me vi conquistada pela área e pelo trabalho que eu estava fazendo para criar esse espaço de maior integração da comunidade”, conta.
Muito além da programação
A experiência permitiu que Mariana enxergasse possibilidades que antes pareciam distantes. Mais do que aprender programação, ela descobriu o prazer de planejar interfaces, desenvolver experiências digitais e construir soluções capazes de conectar pessoas.
Pela primeira vez, muitos dos questionamentos sobre o futuro começaram a encontrar respostas. O interesse pela tecnologia, que antes dividia espaço com outras possibilidades, passou a ganhar direção.
Hoje, aos 19 anos, cursando Ciências da Computação, Mariana reconhece a importância daquela experiência na construção da própria trajetória. “Antes do projeto eu ainda estava incerta sobre qual caminho profissional seguir. Hoje venho confirmando minha decisão de seguir carreira em frontend, e o Mangabyte por meio do Instituto MRV&CO foi um grande divisor de águas nesse sentido.”
Se o aplicativo cumpriu um propósito importante para a comunidade, para Mariana ele deixou um legado ainda maior. Ao ajudar a criar uma ponte entre moradores, comerciantes e oportunidades locais, ela também começou a construir a própria ponte para o futuro. Uma ponte feita de descobertas, aprendizado e da confiança necessária para transformar interesse em escolha e escolha em caminho.
Presidente do Instituto MRV&CO
Para nós, a escola é caminho e oportunidade para a concretização dos sonhos dos estudantes e para a formação de cidadãos éticos e responsáveis. E entendemos que essa formação integral dos estudantes só acontece com a valorização e o fortalecimento dos professores.
Analista do Instituto MRV
Sempre quis trabalhar em uma empresa que transformasse de alguma forma a vida das pessoas. Acredito no poder da educação como ferramenta de mudança e é extremamente gratificante saber que temos feito isso em nosso dia a dia. Gerar visibilidade, por meio da Comunicação, para as iniciativas que realizamos é uma forma de conscientizar outras instituições e pessoas, a se unirem em prol de um mundo melhor.
Projeto Conhecer, Acolher e Semear vencedor da 7ª edição do Educar para Transformar
Desde o início da nossa parceria com o Instituto MRV percebemos que se tratava de uma organização feita por gente que se importa de verdade e isso faz toda a diferença. Mesmo nos tempos caóticos que atravessaram nosso planejamento em 2020 a contrapartida que tivemos do Instituto foi de atenção, compreensão e disponibilidade. E o mais importante: o foco continuou sendo as pessoas, cada uma delas. Ver a transformação acontecendo é muito gratificante, mas SER parte dessa transformação é o que nos move.